Além da multa, o IBAMA embargou umas das áreas da indústria, onde são feitas atividades de precipitação, filtração, secagem e embalagem do urânio concentrado, que vai para o exterior para ser enriquecido e volta para o Brasil, onde é transformado no combustível das usinas de Angra I e II, no Rio de Janeiro.
O rol de punições incluíram ainda advertências, autuações e recomendações de outros órgãos estaduais de fiscalização. O castigo é pouco, perto da lista de irresponsabilidade acumuladas pela empresa. No caso do transporte de urânio, noventa toneladas de carga radioativa passearam de São Paulo à Bahia e terminaram estacionadas em uma delegacia de uma pequena cidade próxima à Caetité por cinco dias, expondo a população ao risco e às incertezas. A INB também está envolvida em uma série de denúncias de contaminação de água.

População de Guanambi, cidade do interior da Bahia onde urânio ficou estacionado por dias, protesta por segurança
Nos dois últimos anos, eu morei em Caetité, durante as denuncias do Greenpeace e da Rede Record, a população e os turistas ficaram aterrorizados, os parentes dos habitantes nem queriam mais visitá-los. Os trabalhadores da INB, alegam que tudo é mentira. Creio que essa nova multa, seja uma comprovação de que essa história toda seja uma grande verdade.
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